“QUEM INVENTOU AS RESERVAS PARTICULARES DO PATRIMÔNIO NATURAL?” QUESTÕES E AFIRMAÇÕES NA DIFUSÃO DO LIVRO DAS RPPN SP

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“QUEM INVENTOU AS RESERVAS PARTICULARES DO PATRIMÔNIO NATURAL?”

QUESTÕES E AFIRMAÇÕES NA DIFUSÃO DO LIVRO DAS RPPNs SP

 

Essa é uma das perguntas curiosas que o fotógrafo Silvestre Silva e o editor Fábio Ávila se deparam nas atividades de difusão da publicação “Cultura e Natureza – Áreas Protegidas do Estado de São Paulo: RPPNs” que aconteceram em novembro e dezembro – e logo após o lançamento do livro, que aconteceu no dia 26 de outubro – saiba mais, aqui.

Com o objetivo de ser um material de referência sobre o universo das RPPNs Paulistas, a publicação, co-idealizada pela FREPESP e pela Bela Vista Cultural e viabilizada através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), teve distribuição gratuita em escolas e instituições públicas paulistas por meio de palestras e projeção de audiovisual que aconteceram em 18 cidades – do litoral aos longínquos interiores do Estado. Confira sobre a agenda de visitas realizadas, aqui.

Num diálogo dinâmico e cheio de atenção e participatividade, Silvestre Silva nos conta um pouquinho de como foi esta experiência junto a população local e estudantes de escolas públicas a respeito do tema do livro – o trabalho desenvolvido pelos proprietários de RPPNs em prol da Conservação da Natureza.

Silvestre Silva conta à FREPESP que inicialmente fala em poucas palavras sobre o seu trabalho como fotógrafo naturalista que teve início nos anos 80, bem antes do Google – lembra. “Para encontrar espécies raras esquecidas da memoria do brasileiro (frutas), a solução era informação boca a boca, pessoas idosas e através da literatura, Euclides da Cunha, Guimarães Rosa, Pedro Nava entre outros”, começa sua conversa.

Em seguida, explica o que é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, juntamente com outras Unidades de Conservação do Brasil. Comenta como é instituída uma RPPN e curiosidades sobre a menor e a maior desta categoria de unidade de conservação e que São Paulo, hoje, soma 95 RPPNs.

Para as fotografias publicadas no Livro, 80 RPPNs foram visitadas pelo fotógrafo que aborda para os públicos sobre detalhes da viagem e, então, começa a exibição de fotos das mesmas. Cada imagem é descrita tanto a botânica como questões sociais que envolvem as Reservas como extração ilegal de palmitos; caçadores; o espaço de aprendizagem e treinamento da RPPN LaFigueira, a Escola Agraria na RPPN Duas Cachoeiras e outros exemplos como espécies raras encontradas e sempre localizando as reservas pelo Estado afora que tem suas histórias e imagens registradas no Livro.

Uma informação que não surpreende é sobre a percepção de que as Reservas Particulares do Patrimônio Natural – as RPPNs, são desconhecidas da população. “As vezes da para notar que os professores estão sem saber o que vem e  à medida que o papo rola, percebe-se que o interesse deles aumenta”, conta Silva. Assim, acontecendo de tanto professores como alunos fazer perguntas durante a explanação. Contudo, ao mesmo tempo, é comum pairar um silêncio imenso apesar de cheios o salão ou a sala de aula.

Silvestre continua relatando que “a meninada quer saber sobre a viagem, dificuldades etc. Perguntam qual lugar mais bonito do Brasil que já fui, se é possível ter RPPNs em áreas pequenas…se há limite. Qual eu recomendo para visitas e se há Reservas próximas daquela cidade”.

Outro questionamento é sobre o nome do fotógrafo. “O meu nome, Silvestre Silva, costuma ser questionado tanto por professores como pela meninada de forma interessante. Respondo bem legal, e ainda dou exemplo: em minhas andanças Brasil afora encontrei um piloto de helicóptero em Boa Vista, em Roraima que se chamava Asa Ferreira de Araújo”, descreve.

Por sua vez, o editor Fábio Ávila faz perguntas apoiadas nas fotos, por exemplo, sobre a fauna e, quem acerta ganha um livro. Um fato curioso aconteceu em decorrência da abordagem de Ávila que frequentemente levantou a perguntou sobre qual ser humano mudou o mundo…e que se parecia com o macaquinho da foto que apresentava à plateia. Normalmente há demora na resposta, mas, em Bertioga uma menina de 10 anos foi mais rápida que os adultos e respondeu: Albert Einstein!

Nunca havia reparado que este famoso cientista se parecia com um macaquinho, e você?

As perguntas seguiram no tom das RPPNs: quem as inventou? O que passa com a questão das águas nas reservas, com os bichos, pássaros…?  São perguntas frequentes sobre flores, frutas e outras espécies.

Autor de vários livros sobre a flora brasileira, Silvestre Silva procura responder de forma bem didática orientando os alunos a fazer pesquisa a partir do nome científico das espécies e não pelo nome popular. Pois, assim, é feito um filtro e aparece mais especificamente o que se está procurando.

Silva pontua que durante todo o tempo a fala sobre os proprietários se dá pelo viés humano conservacionista – sem visar interesse algum em troca disto.

AS ESCOLAS

Silvestre registra que ficou impressionado com a qualidade do ensino, por exemplo, nas escolas de tempo integral. Os estudantes entram ás 7 horas para o café da manhã, têm uma hora para almoço e descanso, e depois seguem até às 16 horas e com direito a trabalho para fazer em casa. “Meninada educada e com bom comportamento”, afirma.

Silvestre, assim como toda a equipe e parceiros deste projeto, agradece a ótima recepção em todos os lugares – onde a diversão e aprendizado são unânimes. Também, ficamos todos felizes e satisfeitos em saber que foi uma oportunidade diferente de tudo o que já receberam em seus espaços.

Numa oportunidade rara também para a FREPESP, as RPPNs e para a história do Movimento da Conservação Voluntária, vale o registro carinhoso da Professora de História, Elaine, de Jaú que enviou uma cartinha virtual para Silvestre Silva agradecendo a excelente palestra ministrada por Fábio Ávila e o próprio fotógrafo. Elaine compartilha que ama natureza e cultura e ficou maravilhada com os conhecimentos da exposição do Livro das RPPNs.

Ela conta ainda quem em sua casa tem um jardim muito bonito com árvores frutíferas e repleto de pássaros de várias espécies, inclusive afirma ser habitat dos beija- flores. E vejam que legal, de sua casa, a professora diz ser possível visualizar da propriedade ao lado, se referindo a RPPN Reserva Ecológica Amadeu Botelho! Tal proximidade permite que seu jardim seja visitado por tucanos e pica-paus…

A Professora Elaine quer se aposentar e desfrutar ainda mais da flora e fauna de nosso Brasil!

Silvestre lembra que a Professora foi conversar com ele emocionada pela conversa que gira em torno do trabalho dos RPPNistas e suas Reservas que abrigam verdadeira beleza e riqueza do nosso Planeta Terra.

Além do merecido registro das histórias e esforços das RPPNs do Estado de São Paulo, porém, que dê certa forma representam a essência em sonhos, objetivos  desafios das RPPNs do Brasil,  o livro é um meio para se falar do cuidado e respeito à natureza. De como é possível viver em harmonia com a natureza e buscar formas socioeconômicas que promovam a dignidade da vida. Conectar tais valores com estudantes – e mesmo professores, que não pararam para pensar nisso é o papel educativo e social da publicação.

“Cultura e Natureza – Áreas Protegidas do Estado de São Paulo: RPPNs” é amplo em seu repertório trazendo questões socioambientais, ecológicas, culturais e econômicas nos âmbitos local, regional, nacional e global.

Em meio a tantas reflexões que passam de forma leve e descontraída, Silvestre afirma aos estudantes que “a gente precisa ser feliz no que faz na vida”. A nossa vida é longa e precisamos viver felizes continua ele provocando sobre as escolhas que fazemos todos os dias, principalmente para a profissão. Vale dizer que as áreas protegidas são um campo de criatividade e oportunidades de geração de conhecimento e de trabalho. É preciso fortalecer e ampliar esta cultura reconhecendo e gerando valor e valores!

E que venha “um futuro melhor é possível”! E o construímos a cada dia!

A equipe editorial, e também a FREPESP e demais parceiros do projeto que realizou esta publicação, agradece em especial nestes dias de difusão do livro, o apoio da Secretaria Estadual da Educação e do Sesc SP, permitindo que as palestras alcançassem públicos como professores coordenadores de núcleo pedagógico, supervisores e professores da Sala de Leitura e, claro, muitos estudantes. Estudantes do primeiro, segundo e terceiro ano do ensino médio. Bem como cidadãos interessados no tema.

Sesc SP

Parceiro na ação de difusão da publicação “Cultura e Natureza – Áreas Protegidas do Estado de São Paulo: RPPNs” , O Sesc SP recebeu a palestra do fotógrafo Silvestre Silva e do editor Fábio Ávila em 04 de suas unidades do Estado. São elas: Sesc Bertioga, Sesc Araraquara, Sesc Rio Preto e Sesc Piracicaba.

O Sesc entende que seu trabalho social também envolve respeito à natureza e questões para a sustentabilidade. O Bioma Pantanal é quem ganha a primeira RPPN do Sesc, a chamada RPPN Sesc Pantanal. Já no Estado de São Paulo, em processo de reconhecimento está a Reserva Natural Sesc, em Bertioga, e que já atua em prol da conservação da natureza e de sua comunidade.

Encravada em uma região urbana, a reserva de cerca de 60 hectares de Mata Atlântica, com uma rica variedade de fauna e flora típicas de floresta alta de restinga, A Reserva Natural Sesc – prestes a tornar-se uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), nasce com o objetivo de integrar o ser humano ao meio ambiente como forma de inspirar valores de cidadania gerando bem-estar por meio de um vínculo maior com os ambientes naturais.

Neste tom que inspira demais Unidades do Sesc e seus frequentadores, a instituição recebeu as palestras para apresentação do Livro e, também garantirá que exemplares estejam distribuídos em suas bibliotecas do Sesc SP para acesso do público.

SEMENTES EM PIRACICABA

Na plateia da palestra para o Sesc Piracicaba participou um representante da Prefeitura do município, e que iniciou um diálogo com o Sesc Piracicaba que já reverteu em ações conjuntas de recuperação de matas ciliares na cidade.

O projeto do Livro das RPPNs SP, mais que promover o reconhecimento, fortalecimento e comprometimento das ações em prol da conservação do patrimônio natural, e fazer a doação de seus exemplares às instituições culturais e de ensino, almeja que sejam plantadas sementes como a que já está germinando em Piracicaba.

Gratidão e esperança ficam nas oportunidades de diálogo proporcionados por meio da Secretaria Estadual da Educação e do Sesc SP, e que frutifiquem ainda mais no coração e ações das pessoas a fim de valorizar e promover áreas protegidas.

RPPN

Até o momento, a única RPPN que recebeu a visita da ação de difusão abrindo as portas de sua RPPN, que já trabalha com o público – principalmente estudantes, foi a RPPN Reserva Ecológica Amadeu Botelho.

Os estudantes foram recebidos no Centro de Educação Ambiental (CEA) da Reserva onde o gestor e um dos proprietários, Toni Carioba, contou um pouquinho da história daquela floresta preservada e que vem desde o tempo de seu tataravô!

Os jovens, que estudam próximo à Reserva, ouviram sobre a importância da floresta para Jau e a região, sobre sua biodiversidade e pesquisas que lá existem. Sobre a mata, Toni contou e mostrou à eles as ‘coisas’ que são encontradas em suas andanças pela RPPN como: sementes de árvores, esqueletos de bicho como macaco, quati, veado mateiro…

O CEA também possui uma exposição de fotos que retratam mamíferos como a irara, lebre tapiti, bem como sapos, rãs, passarinhos, cogumelos fungos, lagartas… E assim, a biodiversidade toma mais forma e conhecimento dos aprendizes que também puderam visitar o viveiro montado na propriedade, e que é fruto do projeto Crédito Ambiental Paulista – PSA CAP-RPPN da Fundação Florestal/ SMA-SP.

Após conhecerem a horta orgânica, foi a vez de entrar na trilha quando foi realizada a atividade explorando os sentidos. Com uma venda a atenção ficou para o canto dos pássaros, o ar da mata, sua umidade, um perfume, o pisar no solo… A trilha seguiu em busca dos macacos-pregos que fizeram aquela macacada pulando de galho em galho em festa para os estudantes que puderam apreciá-los mais de perto quando se aproximaram por via do Jequitibá! Salve macacada!

Foi uma delícia que só…e fechando o passeio com um delicioso suco natural da fruta que veio lá da agricultura orgânica!

18 MUNICÍPIOS

Ao todo as ações de difusão que rodaram o Estado em novembro e dezembro visitaram 18 municípios. O editor Fábio Ávila sublinha o inestimável apoio para a realidade destas ações e agradece a boa recepção dos públicos como professores, diretores de salas de leitura e coordenadores de entidades de ensino.

Os municípios visitados foram:

  1. Araraquara
  2. Amparo
  3. Barretos
  4. Bertioga
  5. Itapetininga
  6. Itu
  7. Jau
  8. Matão
  9. Mogi das cruzes
  10. Mogi mirim
  11. Pindamonhangaba
  12. Piracicaba
  13. Pirassununga
  14. Pitangueiras
  15. Santos
  16. São José do Rio Preto
  17. Sertãozinho
  18. Tatuí

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“Cultura e Natureza – Áreas Protegidas do Estado de São Paulo: RPPNs” 

A publicação é fruto de um projeto viabilizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e que contou com apresentação da AB Concessões, patrocínio da Companhia de Navegação Norsul e o co-patrocínio das empresas Engie Brasil Energia e Banco ING. A Federação das Reservas Ecológicas do Estado de São Paulo – FREPESP sublinha também as editoras parceiras: Bela Vista Cultural e Tuim; os apoiadores: Fundação Florestal, WWF-Brasil, SESC São Paulo, SESI-SP editora e International Paper.

Saiba mais sobre o lançamento do Livro, que aconteceu no dia 26 de outubro, aqui.

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Comunicação FREPESP 
Ana Celina Tiburcio 
Comunicação e Conteúdo Ambiental 

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