RPPN Vale do Corisco (clique aqui)

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Florestal Vale do Corisco é exemplo na conservação do meio ambiente

Conheça um pouco mais da empresa que conseguiu aliar sustentabilidade econômica e social

Quem tiver que passar uma noite na cidade de Itararé na divisa entre os Estados de São Paulo e Paraná fica logo sabendo sobre a cachoeira da Florestal Vale do Corisco. Mais do que apenas resguardar uma das quedas d’água mais bonitas do Estado, a empresa deveria ficar famosa mesmo por adotar a sustentabilidade em sua gestão.

A cachoeira fica dentro da RPPN Vale do Corisco, criada em 1999. Trata-se de uma das reservas pioneiras no Estado de São Paulo. Por sua gigantesca proporção, pode-se dizer também que é uma das maiores. No total, são 500,50 hectares de mata protegida.

De acordo com o resumo público do plano de manejo, a empresa é controlada pela Centaurus Holdings, sociedade com a participação de 51% da Klabin e 49% da Arauco. Tendo sido fundada em novembro de 2011, através da aquisição de 100% das cotas da empresa.

“A madeira que cultivamos para o comércio é de origem sustentável proveniente do reflorestamento”, diz Rafael de Jesus Antonio, coordenador de meio ambiente.

A empresa segue a legislação ambiental com a proposta de melhorar as condições ambientais. Prova disso é o selo de sustentabilidade FSC (Forest Stewardship Council) concedido a companhia por ser “ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável”. Essa certificação garante ao consumidor que a madeira extraída é originária de um processo sustentável, que cumpre todas as leis vigentes.

Hoje, a matéria prima da empresa é a exportação de Pinus e Eucaliptos. Segundo Rafael, a justificativa para o plantio de Eucalipto “está relacionada a produtividade e adequação às condições ambientais do solo, clima e de biodiversidade”. Em relação aos Pinus, o argumento se dá pelo “fato da grande presença da espécie na região devido as condições climáticas. Além da madeira servir para a geração de diversos produtos”.

Sobre o desafios, Rafael é claro: “controlar a invasão do Pinus na área preservada é algo desafiador. Não temos nenhum outro problema, porque não há o risco de derramamento de nenhum químico e os problemas com caçadores e queimadas são muito pontuais”.

Cachoeira Vale do Corisco

A principal entrada para a RPPN Vale do Corisco é um pequeno portão de ferro que permanece a maior parte do tempo trancado. Ao atravessá-lo, o visitante percorre uma trilha de aproximadamente 500 metros até chegar ao mirante que dá acesso restrito a toda área preservada.

De lá, é possível contemplar a formação de diversos cânions da famosa cachoeira que virou um dos pontos de referência da cidade. Ao avistá-la, dá para entender o porquê: a água desaba de uma altura impressionante. Por segurança o passeio é apenas contemplativo, pois a empresa não libera o acesso a mata fechada e indica a companhia de monitores para o caso de dúvidas.

“Um grupo já desceu a cachoeira de rapel”, lembra Rafael. “Mas como a RPPN é formada por vales, a empresa não costuma autorizar estes passeios, porque o acesso pode ser bastante perigoso”.

Apesar da vasta diversidade presente não é tão fácil ver os animais da floresta. Isto porque muitos se assustam com a presença humana e outros só passeiam a noite. Mas o coordenador de meio ambiente garante que já conseguiu registrar lobo guará, macaco e até tamanduá nas áreas mais fechadas.

Projetos ambientais

Realizado em parceria com as prefeituras de Itararé e Sangués, o Projeto Pescar (Associação Kurumi) e o Projeto de Educação Ambiental desenvolvido em parceria com a Arauco atende escolas e a comunidade do entorno. “A questão básica deles é a educação e conscientização ambiental”, diz Rafael.

Para ele, a educação ambiental deve começar ainda na infância. “É preciso mostrar para as crianças a função da floresta em atividades de interação com o meio ambiente”, afirma. “Por exemplo, hoje seria perfeito para discutir o porquê da cachoeira estar com o nível reduzido de água.”

Educação ambiental

Conscientizar a população sobre a importância da reciclagem das embalagens, impedindo o descarte na natureza, também faz parte da missão da empresa. Em toda área próximo ao mirante, o visitante encontra lixeiras para a coleta de material reciclável, não reciclável, orgânico e tóxico.

Esses resíduos são enviados a empresas especializadas, que fazem a reciclagem da embalagem e sua reinserção como matéria-prima em diversos ciclos produtivos. Além de diminuir o impacto ambiental, a ação beneficia as pessoas que trabalham com reciclagem nas regiões em que a RPPN está inserida.

Assim como os resíduos não devem ser descartados no lixo comum, embalagens de produtos agrotóxicos, como formicidas e herbicidas também precisam de destinação adequada. Para incentivar o correto descarte, a empresa direciona as embalagens vazias aos postos de recebimento da região.

A administração também permite a utilização do espaço para estudos científicos. “A princípio explicamos algumas regras de segurança e depois eles ficam à vontade para explorar esse espaço”.

Ronda Ambiental

A segurança ambiental foi criada para prevenir, reduzir ocorrências com caçadores e inibir possíveis invasões. A ronda é feita pelos próprios funcionários ao redor da reserva. Além disso, há sinalização de prevenção e combate a incêndios para situações de emergência, envolvendo os próprios colaboradores e a comunidade. “Em cada distrito nós temos caminhão bombeiro, caminhonete equipada para combate de incêndios e todos os funcionários da empresa são capacitados para agir em caso de emergência. Também contamos com torres de observação em cada região onde a RPPN está presente”, explica Rafael.

A Florestal também mantém registro de incêndios ocorridos em sua área como, por exemplo, a quantidade afetada com o acidente.

RPPN Vale do Corisco
Local: Na divisa entre São Paulo e Paraná
Ano de criação: 1999
Área total: 500,50 hectares
Proprietário: Reserva Florestal Vale do Corisco
Visitação: Visitação restrita e deve ser agendada.

 

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