Reserva dos Indaiás (clique aqui)

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RPPN Reserva dos Indaiás transforma área degradada em paraíso de conservação

O sonho que vira RPPN. O Sítio que vira pousada. O palmito- juçara que vira renda.

O carnaval de São Luiz do Paraitinga, interior de São Paulo, é famoso por atrair milhares de foliões todos os anos. O que pouca gente sabe é que a apenas 36 quilômetros dali, quem deseja curtir a tranquilidade da natureza e observar os animais típicos da região da mata pode procurar hospedagem na pousada Reserva dos Indaiás.

O lugar abraçado pela floresta pertence ao arquiteto Fábio Canteiro, 77, e sua mulher, Edite Figueira dos Santos Canteiro, 62. De quinta a domingo, o casal abandona o conforto de sua residência na Granja Viana para recepcionar os visitantes interessados em fugir das grandes agitações. Ali, eles podem se refrescar na pequena cachoeira, beber água direto da nascente, percorrer uma trilha de aproximadamente 400 metros, observar os pássaros ou simplesmente descansar na sombra de uma árvore. Lá não existe sinal de internet e os celulares não funcionam. Em compensação, o barulho ensurdecedor das marchinhas típicas da cidade são substituídas pelo canto do jacu que pode ser ouvido assim que o visitante se aproxima.

 

Para usufruir de cada momento sem aborrecimentos é necessário tomar alguns cuidados básicos. Por exemplo, nunca sair fora da trilha para evitar o risco de se perder, usar roupas leves, passear sempre com tênis apropriado e ter atenção redobrada se estiver na companhia de crianças. “É legal também não ter medo de animais. Aqui tem um lagarto de um metro que sempre quando sai para passear assusta os mais distraídos”, alerta o arquiteto em tom de divertimento.

A ligação do casal com a RPPN Sítio Primavera é tão especial que pode ser observada nos detalhes. Todo o projeto foi concebido pelo próprio arquiteto e os detalhes da decoração ficaram por conta de sua esposa Edite. Segundo ele, a construção da pousada ocasionou baixos impactos ambientais se comparada às técnicas tradicionais. A casa foi toda construída com vedações de taipa, associadas à estrutura de madeira e alvenarias de tijolos de barro. “Eu diria que minha casa é 70% sustentável. Cada detalhe foi pensado para respeitar o meio ambiente”, explica Edite.

A pousada, hoje, abriga até 20 pessoas, sendo dois quartos de casal e outros dois com beliches e banheiros separados, além da casa do caseiro e dos proprietários que ficam nas proximidades. Os visitantes contam com espaço de convivência, cozinha coletiva, amplas varandas, revistas, livros e CDs com o melhor da MPB disponíveis para uso. Também há espaço para exposição de fotos, pinturas, gravuras e obras de arte dos mais variados artistas .

Mimos também não faltam. O café da manhã servido traz uma variedade de bolos, sucos, pães e frutas fresquinhas, além é claro, de algumas receitas especiais feitas a partir do palmito-juçara, palmeira nativa da Mata Atlântica.

“Eu costumo dizer que o fruto do juçara é o primo pobre do açaí. Comparação boba, porque o sabor é muito apreciado. Quem provou, recomenda!”, diz Edite Canteiro. Ela também nós contou que têm trabalhado na divulgação dos produtos criados a partir do fruto como por exemplo, a geleia, o bolo com castanha-do-pará e o suco da polpa. “Já ia me esquecendo. Eu também tenho um espaço fixo para divulgação de artesanatos criados pela comunidade”, completa.

O lugar adquirido há aproximadamente quatorze anos possui 33 hectares, sendo 19,300 destinados a RPPN. “Queremos continuar trabalhando para garantir que o corredor da Mata Atlântica seja eterno”, diz o arquiteto.

Desde a aquisição o desejo do casal era vivenciar e conhecer profundamente a floresta, nascentes, riachos, biodiversidade, além de recuperar a área danificada pelo uso inapropriado. Canteiro sabe identificar de cabeça a maioria dos espécies presentes na reserva. Inclusive, o plano de manejo sustentável foi feito com um livro que não sai da reserva chamado Árvores Brasileiras, de Hani Lourenzi. Antes, porém, o reserva era utilizada na produção de carvão e exploração de lenha pelos antigos proprietários. Os únicos rastros dessa época são os quatro fornos de carvão preservados para que a história não se perca.

Tanta dedicação têm inspirado novos sonhos no casal como a meta de fixar residência na propriedade. Mas, antes, é necessário ajustar alguns detalhes para a mudança definitiva.

Para o futuro, os objetivos são claros: “pretendemos ampliar o programa de educação ambiental na região, as atividades econômicas sustentáveis para a manutenção da RPPN, produção de mudas e húmus de minhoca”, conta o casal. Também acreditamos muito na nova geração que vem aí. Em especial, as crianças, por isso, quero continuar apostando forte na educação ambiental como forma de conscientizar as pessoas”, finaliza Edite.

RPPN Reserva dos Indaiás
Local: São Luiz do Paraitinga – SP
Ano de criação: 2000
Área total: 19.30 hectares
Proprietário: Fábio Canteiro
Visitação e pesquisas: Devem ser agendadas com antecedência e estão sujeitas a provação.

  • Maria Cristina disse:

    Boa noite, tudo bem?

    Fiquei encantada com o trabalho de conservação que vocês desenvolvem.

    Gostaria muito de saber sobre a possibilidade de hospedagem. Qual o custo, quanto tempo para a reserva, acomodações, etc.

    Tenho uma filha que mora a em Ubatuba, que é bem pertinho. Daí meu interesse em conhecê-los melhor.

    Meu celular (11) 998689916, ou email.

    Obrigada.

    Um abraço,

    Maria Cristina

  • Danilo Scarpim disse:

    Ola! Assisti hoje no Reporte Eco a matéria sobre o local e fiquei fascinado pelo local. Já estive a anos atrás em S. L. do Paraitinga e agora quero voitar c/ minha família. Especialmente para meus filhos terem esse contato c/ a natureza. Como faço para ter infos sobre hospedagem.

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