CONSERVAÇÃO E ALTERNATIVAS DE SUSTENTABILIDADE PARA A FLORESTA

 Agosto/2016

 

CONSERVAÇÃO E ALTERNATIVAS DE SUSTENTABILIDADE PARA A FLORESTA

 

O evento “Áreas Naturais: Alternativas econômicas com a Floresta em pé”, que aconteceu dia 28/07, em Bertioga, foi um sucesso de público e de conteúdo para os interessados no tema da conservação voluntária.

Divulgar e fomentar a criação de novas RPPN no Estado de São Paulo. Este foi o objetivo do Seminário que abordou questões que envolvem a sustentabilidade da conservação voluntária com palestrantes e convidados de alto nível de conhecimento sobre o tema.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA) por meio da Fundação Florestal (FF), com o “Programa RPPN Paulistas” falou sobre os caminhos para a criação de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), seus benefícios, as questões relacionadas à proteção e fiscalização da área, como a operação corta fogo, e que vem auxiliando os proprietários do Estado com êxito. Hoje, são 87 RPPN no estado de São Paulo com mais de 21.000 hectares preservados.

“Gerando Renda com a preservação” foi a temática abordada pelo advogado ambiental, Flávio Ojidos, da FREPESP (Federação das Reservas Ecológicas Particulares do Estado de São Paulo) e CNRPPN (Confederação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural), que trouxe reflexões importantes face a responsabilidade, custos e benefícios de uma unidade de conservação e, no caso particular, que enriquece estratégica e qualitativamente a conservação da natureza no país, sublinhando o ganho que a sociedade como um todo tem dessas unidades de conservação como prestadoras de serviços ecossistêmicos.

Em relação às possibilidades de geração de receita, foram listadas as opções já existentes como o ICMS Ecológico, PSA – CAP/RPPN (Pagamento por Serviços Ambientais – Crédito Ambiental Paulista para as RPPN), a Compensação Ambiental, o Apoio na Proteção e Fiscalização, e entre outros.

Quanto às possibilidades de geração de receitas que podem acontecer estão, entre outros: a Cota de Reserva Ambiental (CRA), as saídas fotográficas à natureza (a exemplo dos safaris fotográficos), a estruturação de um mercado interno de carbono florestal, a bioprospecção, o marketing ambiental conservacionista e as vivências espirituais e culturais.

A FREPESP também trouxe a temática “Áreas de Alto Valor de Conservação – AAVC”, com a consultora e conselheira Zezé Zakia, que abordou os tipos dessas áreas (como: diversidade de espécies, ecossistemas e mosaicos em nível de paisagem, serviços ecossistêmicos etc.), suas questões de identificação e criação, reconhecimento/certificação, obrigações como o monitoramento – similar ao plano de manejo de uma RPPN, bem como perfil e vantagens.

Para fechar a manhã de palestras, foi apresentado pelo WWF-Brasil, o “Projeto Borandá e as interfaces com as RPPN e outros atores da região”, mostrando inspirações para a criação do projeto que reflete a percepção da ausência de uma Cultura de Trilhas no Brasil e a consequente falta de contato com a natureza principalmente entre os mais jovens. O projeto tenta responder aos anseios de como engajar as novas e gerações futuras com a conservação.

O projeto Borandá – um neologismo usado para convidar as pessoas para fazerem parte da experiência – busca promover atividades ao ar livre na região da Serra do Mar, por meio de três componentes: implementação de trilha, engajamento da sociedade e desenvolvimento de empreendimentos locais.

Do ponto de vista de conservação, o projeto visa ligar áreas protegidas existentes, gerando uma trilha de longo curso. Assim, trazem oportunidades às RPPN quanto a inclusão de traçado de trilha, geração de novos negócios e divulgação.

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Após o almoço, aconteceu o debate – um momento de trocas e de aprofundamento das questões afins. Sentimo-nos satisfeitos em expandir as reflexões e deixar mais uma semente plantada referente aos desafios e às oportunidades da conservação voluntária.

O evento foi finalizado com uma bonita apresentação da Reserva Natural Sesc, em Bertioga, que abordou o histórico da área – que está em processo de reconhecimento da RPPN, questões do plano de manejo desenvolvido – apresentando grande variedade de fauna e flora da restinga, localizada no bioma Mata Atlântica. Ainda, questões socioambientais como o envolvimento da comunidade, enfatizando a interação com a comunidade local (como o projeto de rádio com os jovens), bem como o relacionamento com as unidades de conservação da região.

Agradecemos aos parceiros e apoiadores – Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA) por meio da Fundação Florestal (FF), o SESC Bertioga, o Fundo Casa, a Fazenda Meandros, o WWF e a todos os colaboradores da FREPESP e participantes/convidados que tornaram possível esse dia de diálogos e reflexões!

Parabéns ao Sesc Bertioga pelo trabalho e pela RPPN que está por vir!

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FREPESP

Ana Celina Tiburcio
Comunicação para Sustentabilidade

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